Dezembro vermelho
- biologar

- 1 de nov. de 2022
- 3 min de leitura
No mês de dezembro é feita a campanha Dezembro Vermelho, movimentação nacional cujo foco é o combate ao vírus HIV, Aids e outras IST (Infecção sexualmente transmissível).
São contemplados a prevenção, a assistência e a proteção dos direitos das pessoas infectadas com o HIV.
Segundo relatório da UNIAIDS (programa criado pelas Nações Unidas), desde o início da epidemia mais de 79 milhões de pessoas foram infectadas com o HIV. e em 2020 mais de 37 milhões de pessoas vivem com a doença, sendo + de 1 milhão representado por crianças entre 0 e 14 anos. É bastante gente, mas sabe o que mais assusta? Em 2020, ~6 milhões de pessoas não sabiam que viviam com o vírus.
Muitas vezes o HIV e Aids são referidos como se fossem a mesma coisa, mas não são! O HIV é o vírus que provoca a imunodeficiência humana, atacando o sistema imunológico, deixando o organismo sem defesa contra outras infecções.
Enquanto Aids significa Síndrome da deficiência imunológica adquirida, ou seja, é a doença causada pelo vírus HIV uma vez instalado e ativo no organismo. É possível acontecer de uma pessoa ter a presença do vírus HIV em seu organismo mas não ter ele manifestado, dessa forma, não se tem Aids.
Lembrando que como o vírus ataca o sistema imunológico, o doente fica suscetível as doenças oportunistas.
GESTANTE PORTADORA DO VÍRUS HIV PODE TRANSMITI-LO PARA O FILHO?
Pode sim. É a chamada transmissão "vertical". Por isso, é necessário tomar todos os cuidados nos períodos de gestação e parto não apenas para a transmissão do HIV como da sífilis e hepatite B.
Outro momento que o HIV pode ser transmitido é na amamentação. Por isso é muito importante que as gestantes façam exames para essas doenças no pré-natal e no parto. Com o diagnóstico e o tratamento precoce é possível garantir o nascimento saudável e seguro do bebê.
Segundo o relatório da UNIAIDS, 85% das das mulheres grávidas com HIV tiveram acesso a medicamentos antirretrovirais para prevenir a transmissão do HIV para suas crianças em 2020.
AIDS TEM CURA?
Não, mas é possível que uma pessoa vivendo com HIV e que está em tratamento consegue diminuir a quantidade de vírus no corpo, a chamada carga viral, para um nível tão baixo que é considerada indetectável!.
Estudos mostraram que é improvável a transmissão do vírus nas relações sexuais desprotegidas com pessoas vivendo com HIV que mantem carga viral indetectável por mais de seis meses.
Desde o auge da epidemia no Brasil em 1998, até 2020 houve uma redução em 50% de novos casos. Mas não se engane, mesmo assim, estima-se que em 2019, foram quase 1 milhão de novos casos da doença e um dos principais fatores analisados é que os preservativos foram deixados de lado.
QUAIS TRATAMENTOS DISPONÍVEIS NO BRASIL?
O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece tratamento gratuito às pessoas diagnosticadas com HIV, a terapia antirretroviral (TARV) que reduz as complicações relacionadas às infecções pelo HIV e a transmissão do vírus, melhora a qualidade de vida e diminui a mortalidade. Além do tratamento de PEP e PrEP.
Se você nunca fez o exame para diagnosticar o HIV você pode se direcionar a qualquer UBS e se submeter ao teste rápido. Para o teste é necessário apenas uma gotinha de sangue. A testagem é uma forma de prevenção já que quanto antes o vírus for detectado, mais rápido é possível iniciar o tratamento que aumenta a expectativa e qualidade de vida da pessoa com HIV.
PROFILAXIA PÓS EXPOSIÇÃO (PEP)
PEP é uma medida de prevenção ao HIV em casos de exposição ao vírus, como em casos de violência sexual e acidentes ocupacionais. E também em situações onde como a camisinha saiu, rompeu ou não foi usada.
O tratamento de prevenção é feito pelo uso de medicamentos antirretrovirais, que vão impedir que o vírus se estabeleça no organismo. Então é super importante que a profilaxia seja iniciada em até 72 horas mas de preferência nas duas primeiras horas após a exposição. O tratamento da PEP esta disponível no SUS e tem duração de 28 dias.
PROFILAXIA PRÉ EXPOSIÇÃO (PrEP)
A PrEP é indicada para as pessoas que vivem em situação de maior vulnerabilidade ao HIV, como gays e outros homens que fazem sexo com homens (HSH), profissionais do sexo, homens e mulheres trans, travestis e casais soro diferentes* (quando um tem HIV e o outro não). Esse tratamento também esta disponível no SUS.
É válido comentar que esses 3 tipos de tratamentos que acabamos de mencionar (Tarv, PEP e PrEP) são válidos apenas para o vírus HIV e vamos deixar disponível o link da prefeitura para mais informações em especial quais locais que disponibilizam esses tratamentos https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/saude/istaids/
Esse conteúdo também esta disponível em formato podcast e no @biologaroficial, curta e siga o perfil para receber as notificações!
Até a próxima!




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