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Energia que vem do oceano

  • Foto do escritor: biologar
    biologar
  • 31 de out. de 2022
  • 2 min de leitura

Desde o século XI a força das marés tem sido aproveitada pelos franceses e ingleses para mover pequenos moinhos. Porém, o projeto mais significativo para a geração de eletricidade foi conduzido em 1967 pelos franceses.


Existem diversas formas de obter energia através do oceano:


  • movimento das ondas

  • variação de temperatura entre a superfície e o fundo do mar

  • pelas correntes oceânicas

  • processo de osmose entre a água salgada e a doce

  • variação das marés

Atualmente há 2 focos de produção de energia pelas marés: pelo movimento vertical das marés (aqui falamos da variação entre maré baixa e alta) que é conhecida como energia maremotriz e pelo movimento horizontal da água.


Movimento vertical das marés: aqui falamos da variação entre maré baixa e alta que é conhecida como energia maremotriz. No entanto isso não significa que qualquer região oceânica pode ser usada para a geração de energia. É necessária uma variação de no mínimo sete metros para funcionar.


Movimento horizontal da água: onde é necessário movimento horizontal com uma velocidade média de pelo menos 2 m/s.


A energia maremotriz é a que apresenta tecnologia mais desenvolvida com usinas em países como França, Canadá e Coreia do Sul. Diferente do que comentamos sobre energia eólica, existem diferentes técnicas para produção de energia pelas ondas


Especialistas afirmam que considerando a região costeira, há um potencial energético de 120 GW no oceano para energia das marés.


Mas calma, esse é o total, não se pode instalar usinas a torto e a direita por questões de lazer, rota marítima, base militar, pesca e até a variação de ondas e marés de cada região. Assim, o potencial mais real é entre 30 e 40 GW.


O potencial de geração de ondas é de cerca de 90 GW o que indica que para as características brasileiras o aproveitamento das ondas é mais favorável. E mesmo com todo esse potencial, ainda existem muitos desafios para o uso dessas fontes de energia.


Aqui no Brasil foi desenvolvida um protótipo de usina de ondas que também foi a primeira na América Latina e esta instalada no quebra-mar do Porto de Pecém, no Ceará. Foi um projeto feito em parceria do Laboratório de Tecnologia Submarina da Coppe-UFRJ, junto do governo do Ceará e com financiamento da Tractebel Energia, a partir de um programa da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).


O funcionamento da usina era através de dois flutuadores ligados a braços mecânicos e conforme o movimento feito pelas ondas movimentavam os braços levassem água doce com alta pressão para um sistema de pás, gerando energia.


DESVANTAGENS

Pra variar um pouco a implantação desses grandes empreendimentos:


  • mudança no modo de vida da população local (povos indígenas, quilombolas, comunidades ribeirinhas) que dependem da utilização dos recursos do local, fora o vínculo com o território de ordem cultural

  • a instalação de uma usina é demorado devido aos estudos e simulações de terreno, oceanográfica e licenciamento ambiental.

  • O uso dos equipamentos de geração de energia pode impactar diretamente a fauna e flora marítimas. A partir disso verificar e implementar as medidas de mitigação, como o isolamento das turbinas.

  • o alto custo, tecnologia ainda é nova e esta em desenvolvimento em especial para a energia de ondas.

Esse conteúdo também esta disponível no formato podcast e no @biologaroficial no instagram.


Até a próxima!

 
 
 

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