Homossexualidade no mundo animal
- biologar

- 31 de out. de 2022
- 2 min de leitura
O tema sobre animais adeptos à prática homossexual tem chamado mais atenção com o lançamento do livro "Biological Exuberance and Natural Diversity" do biólogo canadense Bruce Bagemihl.
Foram descritas mais de 1.500 espécies de animais que adotam comportamento homossexual seja por um período ou pela vida inteira. Dentre elas estão espécies de anfíbios, peixes, repteis, aves e mamíferos. Posteriormente, foram inseridos na lista até mesmo espécies de insetos.
Essa lista só tende a aumentar, não porque as espécies estão alterando o comportamento, mas sim porque o ser humano que as observa e descreve tem mudado o olhar sobre essa questão.
Não, não são só alterações de hormônios e nunca foi comprovada alteração de genes para o tema.
Existem espécies de besouros onde os machos espalham esperma em outro macho para que quando esse for copular com uma fêmea leve o material genético dele também. Essa estratégia aumenta a variabilidade genética da população da espécie naquele local.
Albatroz-de-laysa que vive no Havaí, os casais se formam pela vida inteira e na ilha de Oahu, 31% dos casais são formados por duas fêmeas, sendo que elas chocam e criam juntas ovos que nascem de cruzamentos com machos de casais vizinhos. Nesse caso, existe a teoria de que o desequilíbrio da quantidade entre machos e fêmeas na ilha fez com que esse comportamento fosse adotado para sobrevivência da espécie.
Chimpanzés bonobos, tanto os machos quanto as fêmeas apresentam comportamento homossexual, mas o sexo entre esses animais também tem a função de consolidar as relações sociais. Eles podem usar o sexo para se aproximar de membros dominantes do grupo e assim ganhar mais status. Até mesmo os mais jovens costumam confortar outros com abraços e atos sexuais.
Casais machos de pinguins e flamingos podem roubar ou adotar ovos de outros casais para criar juntos o filhote.
Algumas espécies de golfinhos também apresentam comportamentos homossexuais que os ajudam dentro do grupo. Mas, no fim, todos acasalam com membros do outro sexo para se reproduzirem.
Outros exemplos de animais que adotam comportamento homossexual em alguma fase da vida: Cisne-negros, Patos selvagens, Boto-cor-de-rosa, Girafas, Leão, Hienas, Baleias cinzentas e Abutres.
Existem animais com comportamento homossexual sem uma razão maior de sobrevivência como em rebanhos de ovinos onde até 8% dos machos preferem outros machos mesmo quando há fêmeas férteis no grupo.
Entre a família dos papagaios, araras e periquitos na maior parte das espécies não existe o dimorfismo sexual, ou seja, a gente não consegue diferenciar a olho nu quem é o macho ou fêmea (salvo algumas exceções). Nesta família também não é incomum a formação de casais homossexuais.
É comum a prática homossexual no sentido de treinar o ato com o objetivo de aumentar a chance de sucesso de procriação quando estiverem com o sexo oposto. Isso é frequentemente observado em animais domésticos como vacas, cachorros, gatos e aves.
Por último, existe espécies hermafroditas capazes de se transformar no sexo oposto quando necessário para a procriação, como é o caso do peixe palhaço.
Percebeu como é comum o comportamento homossexual ou bissexual no mundo animal? Nosso objetivo é mostrar que esse comportamento já existia muito antes do ser humano na Terra.
Esse conteúdo esta disponível no formato podcast e em post no perfil @biologarofical.
Até a próxima!




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