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Límulo

  • Foto do escritor: biologar
    biologar
  • 2 de nov. de 2022
  • 2 min de leitura

O animal mais antigo do mundo, estima-se que ele está presente no planeta há mais de 450 milhões de anos, ou seja, sobreviveram aos dinossauros! Por isso é chamado de "fóssil vivo" e ainda hoje pode ser visto nos oceanos Atlântico, Pacífico e Índico.


Popularmente conhecido por caranguejo azul, caranguejo ferradura ou Límulo, o Limulo é um artrópode e apesar de lembrar bastante um crustáceo e ter nome popular de caranguejo, ele é do subfilo quelicerado, ou seja, parente próximo das aranhas.


Ele possui habilidade de usar a cauda para se direcionar na água e para se desvirar caso seja virado na areia. Se alimenta de plâncton, pedaços de peixes e vermes, usando as cerdas de suas patas para a moela.


Ele apresenta sangue azul bastante utilizado em pesquisas científicas como indicador para endotoxinas (se solidifica na presença delas, caso contrário fica evidente que a substância pode ser utilizada sem riscos ao ser humano).


A coloração azul do seu sangue é devido a presença de cobre, assim como nos humanos o sangue tem a cor vermelha pela presença do ferro.


Existe o teste de coagulação leva o nome dos límulo tanto para a espécie americana como para espécie asiática. Esse teste tem deixado esse animal famoso, pois, ele coagula na presença de bactérias e é muito usado na produção de vacinas, incluindo a contra o coronavírus, você ouviu falar?


É um recurso bastante caro (15 mil dólares por litro de sangue) e para atender a demanda do mercado, são capturados quase 500 mil animais por ano. É possível extrair até 30% do sangue do animal, depois disso o animal é devolvido a natureza.


Estima-se que entre 10 e 30% dos animais usados morrem no decorrer do processo e as fêmeas que tiveram o sangue extraído apresentam dificuldades em se reproduzir. Existe preocupação com a redução desses exemplares.


Outra característica interessante porém pouco explorada é que o Límulo tem capacidade de regenerar membros assim como a estrela-do-mar.


A má notícia é que se tem notado a redução de exemplares de Límulo e isso não impacta apenas a indústria farmacêutica mas também todos os seres vivos que dependem deles para sobreviver. Para você ter uma ideia, uma fêmea de límulo pode botar até 4 milhões de ovos por ano, o que atrai muitos pássaros migratórios, peixes, répteis, anfíbios e muitos outros animais que se alimentam dos ovos recém postos.


Mas é pertinente dizer que esse é só mais um risco que o Límulo esta exposto, porque ele também sofre com a poluição dos mares e com a grande quantidade de plástico espalhada.


Esse conteúdo esta disponível em podcast e no @biologaroficial no Instagram.


Até a próxima!



 
 
 

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