Metaverso e a Biologia
- biologar

- 13 de abr. de 2025
- 3 min de leitura

Atendendo a sugestão de tema de alguns dos nossos queridos seguidores, hoje vamos conversar um pouco sobre o metaverso e sua relação com a biologia. Você sabe o que é metaverso?
O que é Metaverso?
É uma forma de universo paralelo acessível aos usuários de tecnologias de realidade virtual e aumentada. Atualmente, o acesso a ele ainda é limitado, exigindo o uso de equipamentos como óculos e outros dispositivos conectados ao corpo. No entanto, espera-se que o acesso se torne mais fácil, permitindo a inclusão de sentidos como olfato e tato, além da visão, audição e percepção de espaço. Na verdade, até mesmo batimentos cardíacos e pressão arterial poderão ser monitorados em tempo real.
A Experiência no Metaverso
Nesse universo paralelo, os usuários, através de avatares, poderão trabalhar, ganhar dinheiro de verdade, assistir a shows, comprar imóveis e adquirir qualquer coisa, com algumas compras já sendo entregues no mundo real. É uma realidade semelhante ao filme "Matrix", mas ainda mais complexa. Mesmo com as limitações atuais, muitas pessoas já vivem mais no metaverso do que no mundo físico, e especialistas preveem que em 15 anos será impossível não ter contato com ele.
O Corpo Humano no Metaverso
Vamos falar sobre o corpo humano? Nossos avatares poderão refletir em tempo real nossos parâmetros médicos, como temperatura, pressão arterial e batimentos cardíacos. Existe um banco digital de DNA que pode ser manipulado, permitindo que consultas médicas sejam realizadas com especialistas de todo o mundo. Cada paciente terá uma cópia em escala real feita de dados que descrevem sua saúde, oriundos de diversas fontes, como prontuários médicos eletrônicos e dispositivos vestíveis (wearables) que medem parâmetros físicos em tempo real.
Acesso a Dados de Saúde
Com o consentimento do paciente, médicos poderão acessar diferentes camadas de dados para obter informações sobre a saúde. Eles poderão visualizar imagens 3D dos órgãos internos, como garganta, vias respiratórias, pulmões e coração, todas geradas por dispositivos de laboratório doméstico operados pelo próprio paciente.
Impactos do Metaverso no Meio Ambiente
O metaverso pode reduzir a necessidade de viagens ou reuniões presenciais, impactando positivamente as emissões de gases do efeito estufa decorrentes do deslocamento por automóveis e aviões. Além disso, empresas de vestuário poderão testar produtos e tendências no meio digital antes de lançá-los no mundo físico, contribuindo para a redução das emissões de carbono.
Desafios Ambientais
No entanto, alguns estudiosos alertam que o metaverso pode gerar o efeito ambiental contrário, pois a tecnologia requer uma grande quantidade de energia para manter ativos seus data centers. O desenvolvimento contínuo de dispositivos de realidade virtual pode aumentar o consumo de novas tecnologias, gerando um aumento no fluxo de resíduos eletrônicos, com potencial risco de contaminação do solo e águas subterrâneas.
Ações para um Metaverso Sustentável
Diante do aumento do consumo de energia e geração de resíduos, é crucial que empresas invistam em uma infraestrutura renovável. Algumas ações a serem tomadas incluem:
Criar dispositivos de realidade virtual a partir de itens reutilizáveis e retornáveis.
Desenvolver hardwares e softwares com o máximo tempo de duração possível.
Realizar a transição para fontes de energia limpa para reduzir as emissões de gases do efeito estufa.
Criar iniciativas que incentivem boas práticas ambientais dentro do próprio metaverso.
Conclusão
Esse assunto é infinito, pois se trata de um universo alternativo. Já imaginou carregar informações de ecossistemas inteiros e, com a inteligência artificial, permitir que ele se retroalimente na evolução dos seres e renovação da vida? Até que ponto será confiável e fidedigno à realidade? Você já pensou na relação do metaverso com a biologia? Deixe sua sugestão de tema no canal do podcast+ e nos acompanhe no @biologaroficial! Obrigada e até a próxima!




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