top of page

Microbiota Intestinal

  • Foto do escritor: biologar
    biologar
  • 3 de nov. de 2021
  • 4 min de leitura

E aí, você sabe a diferença entre prebiótico e probiótico? E que além de bactérias na nossa flora intestinal natural também há fungos e vírus? Veja esse post até o final para entender mais sobre o assunto.


O termo mais usado hoje ao invés do "flora intestinal" é o microbiota intestinal que consiste em um ecossistema composto por microrganismos que habitam nosso trato gastrointestinal, como bactérias, vírus, e fungos não patogênicos que se comunicam entre si por substâncias químicas e também se comunicam com nosso cérebro!


Nessa microbiota residem trilhões de microrganismos, um número de duas a dez vezes maior do que o de células que compõem o corpo humano e pode representar aproximadamente 1 kg do nosso corpo. Nós lhes fornecemos abrigo e alimento, e em troca nos beneficiamos de diversas formas que apresentaremos aqui. A composição da nossa microbiota começa desde muito cedo e sofre influência de vários fatores ao longo de toda a vida. Logo após o nascimento, ao passar pelo canal do parto, o bebê se infecta com as bactérias presentes na vagina e no aparelho urinário da mãe. Nos partos cesarianos, a microbiota é adquirida principalmente pelo contato com as bactérias da pele materna e das pessoas que convivem com ela. Alguns estudos indicam que a colonização pode começar até mesmo antes do parto, ainda no útero. Dentre todos os benefícios do leite materno ele também auxilia na transferência de microbiota da mãe para o bebê e conforme a alimentação do bebê começa a incluir alimentos sólidos, a microbiota vai se alterando. A partir daí, uma série de fatores irá influenciar a sua composição. Por volta dos dois ou três anos, a microbiota da criança é semelhante à do adulto e se torna mais estável, mas ainda assim está sujeita a alterações. Diferentes pessoas com quem mantemos contato, fumo, depressão e até mudanças na localização geográfica podem modificar a flora, de modo que a microbiota de cada pessoa tem características únicas que as distingue dos demais seres humanos tanto quanto a aparência física.


A microbiota intestinal ainda está em descoberta, e se você pensava que ela nos ajuda a somente a digerir o alimento está bem enganado. Para começar, você se lembra de alguém falar: "cara feia para mim é fome!"Pois bem, 90% de toda a serotonina do corpo, neurotransmissor responsável pelo humor, é produzida no intestino e a microbiota desequilibrada pode interferir prejudicando essa via. Fora isso: a microbiota intestinal está envolvida no metabolismo de minerais como: Cálcio, Ferro, Magnésio, Selênio, Cobre e Zinco. Elas ainda previnem infecções, doenças do cérebro e o desenvolvimento de tumores responsáveis por alguns tipos de câncer.a saúde da flora intestinal pode evitar e tratar problemas de saúde mental, como depressão e ansiedade. Além disso, esses micro-organismos auxiliam também no emagrecimento, aumenta a imunidade e ajudam a digerir a fibra alimentar, liberando antioxidantes importantes para o organismo. Grãos como arroz, aveia, centeio e trigo são ricos em uma classe de fibra alimentar chamada arabinoxilanos, que os humanos não conseguem digerir por conta própria. Muitas bactérias intestinais têm enzimas para quebrar componentes simples dos arabinoxilanos. Alguns micro-organismos intestinais também têm a capacidade de quebrar os componentes complexos, incluindo aqueles que contêm ácido ferúlico. O ácido ferúlico demonstrou ter atividades antioxidantes, imunomoduladoras e anti-inflamatórias, e muitos relatórios documentaram suas atividades protetoras em diversas doenças, como diabetes, inflamação alérgica, doença de Alzheimer, distúrbios cardiovasculares, infecções microbianas e câncer.Portanto, já deu para perceber a importância de manter a sua microbiota intestinal saudável né?


Automaticamente você deve pensar em alimentos prebióticos e probióticos. Os prebióticos são alimentos com substâncias não digeridas pelo nosso organismo, mas aproveitadas por microrganismos benéficos da flora intestinal. A presença deles pode diminuir a inflamação, reduzir os níveis de colesterol no sangue e proteger contra o câncer de cólon e infecções do trato urinário. Ou seja os prebióticos são alimentos que nutrem a microbiota e não a nós. São exemplo de prebióticos: chia, feijão, legumes, maçã, aveia e farelo de aveia, frutas frescas, vegetais, ervilha, lentilha, grão-de-bico, banana, aspargo, dente-de-leão, alho, alho-poró, cebola.


Já Os alimentos probióticos contêm microrganismos benéficos para a saúde como os leites fermentados, chucrute, kefir, gengibre, pepino e outros vegetais em conserva, iogurte, beterraba fermentada, missô.


Você já ouviu falar em transplante de microbiota fecal?diversos estudos têm se debruçado sobre o transplante de microbiota fecal como uma alternativa eficaz para o tratamento da infecção recorrente por Clostridium difficile (uma bactéria que é comum em pessoas que tomam antibiótico de forma recorrente). O transplante consiste na introdução da microbiota intestinal de um doador saudável em um paciente portador desta infecção.Em fevereiro de 2021, pesquisadores da Osaka City University demonstraram o sucesso de um transplante de microbiota fecal , revelando o esforço coordenado de bacteriófagos e suas bactérias hospedeiras na restauração da flora intestinal humana. Ou seja, bactéria boa combatendo a bactéria prejudicial.


Existem estudos em andamento que verificam até mesmo que alguns parasitas podem ter ação benéfica na mucosa do intestino protegendo de substâncias toxicas ou ajudando a reduzir alergias.


Se tem algum tema que você gostaria de ver por aqui, deixe sua mensagem através da plataforma do podcast + e nos acompanhe no perfil @biologaroficial no instagram e até a próxima!


 
 
 

Comentários


©2020 por biologar.com.br

bottom of page