O tempo passa, o tempo voa
- biologar

- 2 de nov. de 2022
- 3 min de leitura
Você tem achado que o tempo esta passando mais rápido?
Ou escutou por aí que "o tempo esta louco!"? Quando falamos "o tempo" nos referimos também as estações que parecem ficaram bagunçadas.
Às vezes parece que o dia passa mais rápido e não apenas pelo cotidiano e muito trabalho mas porque foi rápido mesmo!
Não apenas nós seres humanos mas todos os seres vivos tem uma relação interativa com o tempo dia e noite...e sim todos os seres vivos.
Observar o tempo e tentar decifrar esse ciclo de dias e noites sempre foi motivo de muito estudo astronômico. A noção do tempo quando nem havia a escrita ainda era baseada nas fases da lua.
Mas como inventaram o calendário? Por que 365 dias? Por que 1 ano bissexto?
Com a formação das chamadas civilizações surgiu a necessidade de estabelecer um calendário civil para marcar datas importantes de comemorações e organizar o ano (hebreus e egípcios) tinham um ano civil de 360 dias: curto para representar o ciclo das estações (importantes para a agricultura e sobrevivência), mas grande para corresponder ao chamado "ano lunar", período de tempo igual a 12 lunações completas.
Posteriormente, os Egípcios adotaram o calendário baseado nas observações do sol e depois de muitas reformas, por volta do ano 5000 a.C., estabeleceram um ano civil invariável de 365 dias, conservando a tradicional divisão de 12 meses de 30 dias e 5 dias adicionais no fim de cada ano.
Notou-se um atraso de horas por ano, então, os egípcios começaram uma observação (2783 a.C. - 1323 a.C). onde as estações voltavam a coincidir nas mesmas datas do calendário mas com grandes atrasos devido ao acúmulo das horas. Na ocasião houve a tentativa de correção do calendário.
Só no ano 45 a.C. foi adotada a reforma juliana (referência a Julio César em Roma), introduzindo de 4 em 4 anos, 6 dias adicionais em vez de 5.
Cada calendário dividia dias em números de meses diferentes dos de hoje e também os de estações do ano. Por exemplo: os gregos estabeleceram um ano lunar de 354 dias, que dividiram em 12 meses de 30 e 29 dias, alternadamente.
O calendário romano primitivo, o ano tinha 304 dias distribuídos por 10 meses.
Depois as coisas foram se complicando porque enquanto um calendário homenageava os Deuses, outro começou a inserir as comemorações ou fatos religiosos na estrutura do calendário, outros apenas numeravam os meses ou ainda a alteração dos calendários por vezes foi motivada para evitar prejuízos financeiros.
Ainda hoje há diferenças de horas e segundos, por exemplo acredita-se que o ano tem 365 dias, 5 horas, 48 minutos e 50 segundos, mesmo com o avanço da tentativa de dividir o dia em horas, minutos e segundos com a tecnologia que culminou nos relógios de hoje.
A última mudança de calendário adotada começou em 1582 com a implantação do calendário gregoriano e o último país a adotar foi a China somente em 1949, ou seja mais de 350 anos depois.
Daí vem a questão: Todas essas mudanças de calendários e observando o histórico das mudanças não te leva a pensar que talvez ainda temos que nos ajustar? Ou que talvez algo da natureza já tenha mudado de novo? Não apenas pelos fatores climáticos e aquecimento global, mas pela forma adotada na contagem do tempo do calendário civil?
Nós humanos temos a mania de querer entender tudo e uma das formas é tabular e medir, mas pertencemos a um todo que já existia muito antes de nós e apesar de ficarmos indignados no dia a dia de como assim está chovendo no inverno ou quando faz frio em janeiro!
Nenhum outro ser vivo segue o calendário civil e sim se adapta e tenta fazer o melhor para ele. Como seres dito pensantes ainda tentamos prever os acontecimentos climáticos para evitar desastres e manter a agricultura nos sustentando. Será que somo tão diferentes dos primeiros povos nesse quesito?
Esse conteúdo esta disponível no podcast e no @biologaroficial no Instagram.
Até a próxima!




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