top of page

Os pardais estão desaparecendo?

  • Foto do escritor: biologar
    biologar
  • 2 de nov. de 2022
  • 2 min de leitura

O pardal é uma ave original do Oriente Médio e que se espalhou pela Europa, Ásia e América. De nome científico Passer domesticus já diz que é um pássaro que vive nas casas e é considerado uma espécie cosmopolita por estar presente em diversas cidades do mundo (12 subespécies).


O pardal teria sido trazido ao Brasil em 1903 diretamente de Portugal para o Rio de Janeiro com aprovação do prefeito com o objetivo inicial de combater a febre amarela porque se imaginava que ele se alimentasse do mosquito de Aedes aegypti.


No entanto é um animal que se alimenta de sementes, flores, insetos, brotos de árvores, algumas frutas e restos de alimentos deixados por nós.


Apresentam o que chamamos de dimorfismo sexual, ou seja, é possível diferenciar as fêmeas dos machos pelas diferenças de suas cores.


Deu para notar que o pardal possui hábitos que facilitam sua adaptação em diversos locais do globo e sua classificação na 'Lista Vermelha' da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) que aponta que o estado de conservação do pardal é pouco preocupante mas isso é devido a abrangência global desse animal.


Aqui no Brasil foi notada redução dessa espécie no litoral e em centros urbanos e isso tem um significado importante para esses locais.


Alguns pesquisadores defendem que o pardal é considerado um importante indicador biológico. Sendo assim, o declínio no seu número demonstra a degradação dos ambientes urbanos e do perigo do bem-estar humano ao longo prazo.


Alguns fatores podem ter contribuído com essa situação e na maioria deles são ações próprio homem como: o novo estilo de edificação das cidades e alteração na estrutura dos semáforos que dificultam a construção dos ninhos por esses animais. O pardal costuma fazer ninhos em locais com fendas de rochas e no beiral das casas.


Já na área rural, a forma de manejo das sementes que reduzem o desperdício além do tipo de sementes cultivadas terem sido alteradas também acabam por afastar esses animais.


Reduziu-se o hábito de lancharmos na calçada ou praças diminuindo a quantidade de migalhas pelo chão, Além do aumento da violência, a pressa do dia-a-dia ou pelo número de habitantes que cresceram tumultuando um pouco mais os locais públicos.


A instalação de comedouros com sementes, nozes e frutas secas. Outra coisa pode ser a instalação de caixas-ninho para encorajar as aves a usá-las como ninho.


Por outro lado, a diminuição da população de pardal que é uma espécie exótica (assim como a pomba, já tem post sobre isso) é em substituição ao aumento de outras espécies de aves nativas como a cambacica, sanhaço, sabiá, bem-te-vi, curruíra. Isso porque os pardais disputavam o abrigo, alimento e área com essas aves e ganhavam e também por programas de soltura da gestão ambiental das cidades.


Só o futuro dirá se a espécie pardal vai desaparecer ou não. Até o momento há indícios de que as atividades humanas, de certa forma, favorecem as espécies brasileiras, o que é bom. Porém só o tempo dirá o que é melhor durante as adaptações da natureza que corre em passos diferentes dos humanos.


Esse conteúdo esta disponível em podcast e no @biologaroficial no instagram.


Até a próxima!

 
 
 

Comentários


©2020 por biologar.com.br

bottom of page