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Resíduos de placa fotovoltaica

  • Foto do escritor: biologar
    biologar
  • 2 de nov. de 2022
  • 3 min de leitura

A energia solar tem se mostrado como uma excelente opção de fonte de energia por ajudar a reduzir os custos de energia na sua casa, até porque com o período de instabilidade de chuvas e os reservatórios de água com o nível baixo, a conta de luz aumentou bastante.


A IRENA (Agência Internacional para Energias Renováveis), estima que nos próximos 30 anos, serão descartados cerca de 550 mil toneladas de painéis solares só no Brasil. Mas já parou pra pensar como que deverá ser feito o descarte dos painéis fotovoltaicos no futuro?


É aí que trazemos novamente o conceito de "avaliação do ciclo de vida", lembra? Que é considerar todo o processo, desde a extração de matéria-prima, produção, uso e descarte.


E falamos isso HOJE pois com esse aumento, será que também pensaram sobre o tempo de vida útil desse material e como descartá-lo?


O descarte não se dá apenas no fim de sua vida útil, pode ser desde defeitos em sua fabricação, algum dano causado no transporte, falhas durante instalação e uso e (lá na frente) no seu fim de vida.


O principal componente do painel é o silício (segundo elemento mais abundante no planeta só fica atrás do oxigênio). Também é composto de vidro, alumínio e outros metais. Há três formas de usar o silício nos painéis:


. Painel monocristalino: bloco de silício fixado no painel (mais caro e mais eficiente);

. Células solares policristalinas: cristais de silício fundidos, colocados em massa sobre o painel;

. Painéis azulados: utilizam células de silício amorfo (menos eficientes e mais baratas). São mais flexíveis e podem ser fixadas em diferentes materiais como metal, vidro ou plástico.


O tempo de vida útil das placas é de até 40 anos, sendo que em 10 anos de uso se perde entre 6 e 10% da eficiência; após 25 anos a queda é de cerca de 20%. Ao considerar painéis de boa qualidade a eficiência é aceitável para uso entre 30 e 40 anos, após esse período a qualidade já fica bem comprometida.


Os materiais que compõe os painéis atuais são tão recicláveis quanto uma lata de alumínio (desde que descartado de maneira correta).


Já os painéis mais antigos incluem em sua composição metais pesados que não podem ser descartados de qualquer forma. É necessário um processo de separação desses metais para serem enviados ao processo adequado e essa tecnologia não esta disponível em todos os locais.


No Brasil, não há uma política específica para painéis solares, mas certamente a certamente a PNRS (Política Nacional de Resíduos Sólidos) deve ser seguida até porque o painel fotovoltaico é considerado um resíduo eletrônico e a logística reversa deve ser aplicada.


Em caso de dúvida, entre em contato com o fabricante quanto ao processo correto de descarte do material de maneira a evitar o descarte incorreto e a poluição ambiental.


Uma oportunidade interessante é acompanhar os países europeus onde a energia solar teve seu uso inicial e estudar as soluções para os painéis já em fim de vida.


PONTOS POSITIVOS


Pontos positivos da energia solar mesmo com material proveniente de mineração:


  • o sol é uma fonte de energia renovável;

  • após poucos anos de uso das placas já há "neutralização" do impacto da sua produção, além de cobrir os custos de compra e instalação;

  • as placas são feitas para absorvem o máximo de energia possível, não emitindo CO2 ou calor para a atmosfera, ou seja, não contribui com o efeito estufa;

  • o material utilizado para sua produção é mais de 90% reciclável;

  • o silício é um material abundante na crosta terrestre.

Independente do "achismo", é importante ter consciência das escolhas tomadas hoje para que no futuro seja possível fazer o descarte da forma mais adequada, reduzindo danos ambientais.


Esse conteúdo esta disponível em formato podcast e no @biologaroficial.


Até a próxima!

 
 
 

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