Água super poderosa (?)
- biologar

- 25 de ago. de 2020
- 3 min de leitura
Atualizado: 28 de ago. de 2020
Seguindo o assunto remédios encontrei uma reportagem da National Geographic que vai de ao encontro dos últimos posts publicados sobre remédios:

Antibiótico são substâncias químicas produzidas por microrganismos vivos ou sintetizados em laboratório que possuem atividade antimicrobiana, ou seja, destruir germes patogênicos.
A penicilina foi o primeiro antibiótico descoberto por Alexander Fleming (1928) e foi um dos grandes marcos da medicina. A partir isso rapidamente surgiram novas drogas com ação semelhante e muitas doenças como tuberculose, sífilis, tétano, gonorreia. até então consideradas incuráveis puderam ser tratadas.
Nota: antibiótico não possui efeitos em vírus, e doenças como gripes, resfriados, dengue, catapora.
A chamada "poluição" de antibióticos acelera o desenvolvimento de cepas resistentes, já que os antibióticos em excesso atingem ecossistemas naturais e as bactérias que lá existem. Além de romper o equilíbrio ecológico de rios, córregos ao alterar a composição das comunidades bacterianas que dentre diversas funções auxilia na reciclagem de nutrientes como nitrogênio e carbono.
Assim como todo ser vivo, as bactérias são seres que passam pela evolução natural, que ocorre quando as bactérias passam por mutações e tornam-se resistente aos medicamentos usados para tratá-las. O resultado é que o tratamento "padrão" se torna ineficaz, a infecção persiste e pode espalhar para outras pessoas.
Segundo relatório publicado pelo Ministério de Saúde da Inglaterra revelou que sem o devido controle, em 2050 as infecções bacterianas serão responsáveis por 10 milhões de mortes no mundo, se tornando a principal causa de morte em todo mundo.
Não há muita informação sobre como/onde/quando os antibióticos vão parar no meio ambiente, um grupo de pesquisadores e colaboradores resolveram começar esse mapeamento para entender o tamanho do problema. Foi feita análise de 72 amostras de água de rios de todos os continentes (exceto Antártida) e notou-se a presença de 14 tipos diferentes de antibióticos normalmente prescritos. E todos os continentes possuem possuem traços de pelo menos um tipo de medicamento em 65% das amostras analisadas.
Veja que em foram encontrados traços de um medicamento que estava 300 vezes acima do limite considerado "seguro" para o meio ambiente. Outro exemplo citado é o rio Danúbio (mais longo da Europa), foram detectados 7 tipos diferentes de antibióticos e um deles estava quatro vezes acima do nível "seguro".
Isso acontece porque parte dos medicamentos não são completamente metabolizados pelo nosso organismo então o excesso é excretado na urina e atinge o esgoto. E como comentado anteriormente, a maioria das usinas de tratamento não tem capacidade para retirar medicamento da água que vai atingir rios e oceanos.
O que fazer?
- Não se automedique. Antibióticos devem ser prescritos por médico para infecção bacteriana. Não há efeito em vírus
- Aqui no Brasil, antibióticos só podem ser vendidos com receita médica especial (duas vias, onde uma delas fica retida na farmácia), para dificultar a automedicação.
- Seguir rigorosamente a orientação médica e o período determinado pelo médico. Fique atento, inicialmente o medicamento elimina as bactérias mais frágeis e o sintomas tendem a melhor, mas se o tratamento for interrompido as bactérias mais fortes vão continuar se multiplicando e transmitindo a resistência as próximas gerações, dificultando a ação de antibióticos.
- Programe os horários para não atrasar/adiantar, pois é importante manter a concentração do remédio no organismo para combater as bactérias. Encurtar os intervalos entre as doses não acelera o processo, nem melhora a eficácia.
- Descarte corretamente antibióticos com prazo de validade vencido e as sobras de medicamento para evitar risco de utilizá-los em outros momentos.
- Evite beber bebidas alcoólicas para não sobrecarregar o fígado, uma vez que ele metaboliza tanto o álcool quanto grande parte do antibiótico.
- Pode haver interação entre o antibiótico e outros medicamentos como a pílula anticoncepcional, consulte seu médico.
- Grávidas devem consultar o obstetra/ginecologista quanto ao uso de antibiótico durante a gravidez.




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