Tubarão fêmea engravida sozinha
- biologar

- 1 de nov. de 2022
- 2 min de leitura
Tubarão fêmea engravida sozinha e dá à luz em tanque sem machos."
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Pode parecer estranho porque a grande maioria dos animais precisam se acasalar para se reproduzir. Mas existe alguns animais que não precisam desse processo originar sua prole, são os que passam pelo processo de reprodução chamada "partenogênese".
A partenogênese pode ser considerada como último recurso de reprodução para as fêmeas que não conseguem encontrar um parceiro, seja por:
ter sido separada de seu grupo
impactos humanos (mudanças climáticas, pesca excessiva, pressões de seleção natural como predadores ou até doenças, que podem ter eliminando os machos.
A partenogênese tem por tradução literal "criação virgem" e é usado pelos animais há milhões de anos mas surgiu inicialmente em organismos pequenos e simples.
Mais de 80 espécies de vertebrados como tubarões, arraias, peixes e répteis, mas essa foi a primeira ocorrência documentada em um tubarão da espécie Mustelus, referente a notícia que comentamos. Pequenos invertebrados, como abelhas, vespas, formigas e pulgões que podem alternar entre reprodução sexual e assexuada.
Na natureza, não existe um padrão mas alguns tubarões foram observados dando à luz repetidamente por partenogênese ao longo de anos, assim como também é possível alternar com a reprodução sexuada quando um parceiro esta presente.
Na reprodução sexuada são necessários o óvulo da fêmea e o espermatozoide do macho, dessa forma cada um é responsável por 50% do material genético para criar 1 organismo.
Já na partenogênese, o corpo da fêmea encontra uma forma de preencher os genes que normalmente são fornecidos pelo espermatozoide.
Há pelo menos 2 formas de partenogênese:
Apoximia onde o material genético do filhote é exatamente igual ao da mãe, ou seja, as células reprodutoras se dividem por mitose e formam clones da progenitora, então são sempre fêmeas. Esse processo é bem comum nas plantas o ponto negativo é que sem mescla do material genético reduz as possibilidades de evolução da espécie.
Autogamia onde os óvulos originados da meiose que tem 1/2 do material genético da mãe se funde a corpo polar (também resultante da meiose). Nesse caso os descendentes são semelhantes à mãe, mas não clones exatos.
O exemplo mais comum de ser vivo que se reproduz por partenogênese é a abelha onde as rainhas e operárias são geradas a partir de ovos fertilizados e os zangões formam-se por ovos que não foram fertilizados.
Essa situação traz outras consequências como a diferenciação do tipo de alimento fornecido: os zangões e operárias são alimentados com mel e pólen e as rainhas são alimentadas com geleia real.
Esse conteúdo também esta disponível no formato podcast e no perfil @biologaroficial no instagram.
Até a próxima!




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