Uma barata!
- biologar

- 1 de nov. de 2022
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As baratas existem na terra há mais de 300 milhões de anos e no mundo existem mais de 5 mil espécies diferentes de baratas. Elas variam em tamanho (4mm a 20cm), cor e peso, sendo a mais pesada chegando a pesar 35g (a barata rinoceronte, vive no subterrâneo mede 8 centímetros e vive na Austrália).
A barata francesinha que vive aproximadamente 9 meses, possui em média 5 ciclos de reprodução ao longo da vida botando de 30 a 50 ovos por ciclo.
A barata de esgoto vive de 2 à 3 anos, apresenta de 10 a 20 ciclos de reprodução onde bota entre 12 e 20 ovos em cada ooteca (que é uma capsula recheada de ovos).
Existem baratas que são solitárias, as que vivem em grupo, as que voam muito bem e as que não voam, mas todas preferem locais quente e úmido. Quanto maior a temperatura e a umidade, menor será o tempo para o ovo eclodir.
Elas se alimentam de tudo como de celulose (papéis), excrementos, sangue, insetos mortos, resíduos de lixo ou esgoto, com preferência para gordura e açúcar. Por comerem de tudo, elas têm papel vital como decompositoras de restos orgânicos. Além disso, fazem parte da dieta de muitos outros animais, como aves, aranhas, lacraias e escorpiões.
Tem o hábito de regurgitar um pouco do alimento parcialmente digerido e depositar fezes, ao mesmo tempo em que se alimentam e por isso são consideradas grandes transmissoras de doenças (não apenas pelas patinhas sujas).
As baratas urbanas (a de esgoto e a francesinha) são totalmente dependentes da presença dos seres humanos e muito importantes dentro da cadeia alimentar das cidades. São muito numerosas e o seu desaparecimento causaria um forte desequilíbrio nos ecossistemas urbanos.
Por servirem de alimento a muitos predadores que fazem parte da fauna da cidade (ratos e morcegos) por mais que achemos a barata um animal, feio, nojento, e asqueroso, seu fim causaria também uma rápida desestabilização das populações animais. Elas consomem rapidamente toneladas de fezes, cadáveres, restos alimentares e até plásticos.
Se sumissem, sofreríamos com um rápido acúmulo de resíduos humanos nos esgotos e cemitérios.
As mesmas espécies de baratas domésticas são criadas em laboratório em um ambiente livre de doenças e contribuem tanto em pesquisas científicas diversas (inclusive robótica) ou servindo de alimento dos animais em tratamento. Dependendo da espécie e fase de vida pode chegar ao valor de R$200 o casal.
Estudos que indicam que as baratas sobrevive em ambientes sujos de forma saudável porque produzem seu próprio antibiótico. Alguns hospitais no oriente usam um creme feito com pó de baratas para tratar queimaduras e até um xarope de baratas é ministrado a pacientes para aliviar os sintomas de gastroenterite.
Em Havana, a barata cubana, inseto nativo de cor verde, é tida como um bicho de estimação e o inseto até aparece em histórias folclóricas.
COMO MANTÊ-LAS LONGE?
Inspecionar periódica e cuidadosamente caixas de papelão, caixotes, atrás de armários, gavetas e todo tipo de material que possa estar servindo de transporte ou abrigo às baratas e suas crias;
Limpar o local total e cuidadosamente, bem como todos os pertences nele inclusos (fornos, armários, despensas, eletrodomésticos, coifas, sob pias);
Acondicionar o lixo em sacos plásticos e dentro de latas apropriadamente fechadas e limpas;
Vedar frestas (inclusive de caixas de gordura e caixa de inspeção de esgoto), rachaduras e vãos que possam servir de abrigo;
Colocar telas, grelhas, ralos do tipo "abre-fecha", sacos de areia ou outros artifícios que impeçam a entrada desses insetos através de ralos e encanamentos.
BARATAS SOBREVIVERIAM A EXPLOSÃO DE BOMBA ATÔMICA?
Não é verdade, embora as baratas consigam perceber o perigo através de mudanças na corrente do ar à sua volta (pequenos pelos nas costas que funcionam como sensores, informando a hora de correr), possuir o exoesqueleto e suportar a radiação até certo ponto como outros insetos que suportam mais do que os humanos, caso elas estiverem próximas ao local da explosão seriam tostadas.
Essa lenda surgiu, pois, como são numerosas e podem ficar até um mês sem comer as suas chances de recolonizar são altas.
Lembrando que esse conteúdo esta disponível em formato podcast e no perfil @biologaroficial.
Até a próxima!




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